Como as mulheres podem aprender com os erros no mundo corporativo?

Como as mulheres podem aprender com os erros no mundo corporativo?

Alguns hábitos não colaboram para que as mulheres cresçam nas empresas, porém é possível evitar cair na armadilha da estagnação

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As mulheres vêm impulsionando um novo modelo social e conquistando, assim, novos patamares de liderança nas organizações. No entanto, ainda hoje o público feminino ocupa um espaço pequeno nos cargos mais altos. Uma pesquisa da Fortune 500, por exemplo, mostra que apenas 6%, ou seja, 32 dos 500 CEOs entrevistados eram mulheres em 2017. Já a previsão para 2025 é que 100 desses CEOs sejam mulheres. Esse é um aumento considerável, mas que ainda assim representa somente 20%.

Alguns hábitos não colaboram para que as mulheres cresçam nas empresas, porém é possível evitar cair na armadilha da estagnação. Com base na minha trajetória pessoal e como coach especializada em desenvolvimento de alta performance para liderança, indico algumas dicas que podem ajudar a transformar esse panorama: 

Construa uma referência de liderança

Quando iniciei minha carreira, acreditava que uma boa executiva deveria ser forte, baseada no imaginário masculino que eu tinha. Utilizando a referência austera da Dama de Ferro, tinha uma ideia de que a mulher deveria ser direta e sem emoção para obter eficiência e sucesso. No entanto, durante meus 17 anos de experiência corporativa, entendi que, ao contrário, ser líder – seja você homem ou mulher – é justamente saber lidar com suas emoções em cada ambiente que transita.

Por isso, diante dos desafios que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho, é importante escolher uma referência de liderança, tanto masculina quanto feminina e, a partir daí, agregar outras habilidades lendo livros, assistindo vídeos e palestras e convivendo com outros líderes. Cada interação é uma oportunidade de aprendizagem sobre uma nova forma de fazer algo. 

Evite fugir do foco principal

Nós mulheres, muitas vezes, queremos reforçar nosso ponto de vista, pois costumamos ter a necessidade de compartilhar nossos sentimentos sobre uma situação. Porém, abordar detalhes superficiais não ajuda e pode criar um ambiente hostil dentro da empresa, principalmente em um cenário dominado por homens. Por exemplo, vivi uma situação na qual uma colega estava se apresentando e sua comunicação era, de fato, prolixa. Ela sentiu a necessidade de explicar todo o contexto do projeto para justificar algumas escolhas. Contudo, ao fim da apresentação, outros colegas a criticaram e a apontaram com uma pessoa “sem objetividade”. 

Nesse contexto, aprendi uma lição que cabe para as duas situações, como ouvinte e como apresentadora, e que hoje também levo aos meus clientes. Quando apresentamos, se atentar aos fatos e reter esses pensamentos ligados a insegurança é importante para evitarmos cair em um monólogo, isto é, criar uma separação do lixo mental. Pensamentos destrutivos, ou seja, resíduos mentais perigosos, devem ser eliminados. Já resíduos mentais que podem agregar valor ao serem compartilhados, devem ser reciclados em pensamentos positivos de impacto sustentável. 

Pratique a mudança de comportamento

Um dos maiores desafios que enfrentei durante a minha carreira foi a importância que eu dava para a aceitação de outras mulheres e, aos poucos, dividindo esse pensamento com outras mulheres, percebi que muitas tinham o mesmo sentimento. Ao longo da história e ainda hoje, as mulheres sempre tiveram que lutar para conquistar seu espaço e, por isso, se acostumaram a competir. 

No entanto, em grande parte das vezes, essa competição não se dá com outras mulheres, mas sim de forma individual, é a necessidade de provar para nós mesmas que somos capazes. Para mudar essa rotina, é preciso buscar melhorar os comportamentos e habilidades a fim de obter melhores resultados, e não para provar ser melhor do que ninguém. Esteja aberta tanto para receber, quanto para dar feedback.

Aprenda a virar a página

Diante da sociedade patriarcal em que vivemos, as mulheres desenvolveram uma maior tendência a se sentirem mal por erros que cometem. Nós ficamos horas, dias ou até semanas nos martirizando, e criamos um longo diálogo interno: “Será que serei vista como incompetente?”; “E agora, ainda irão confiar em mim?”; “Será que serei demitida?”; “Não acredito que errei com algo assim!”. Fazemos uma análise minuciosa dos fatos, apuramos todas as possíveis consequências e discutimos horas com pessoas próximas o ocorrido, ou seja, diminuímos a nossa habilidade de virar a página e seguir em frente.

Esse comportamento suga a nossa energia e, na maioria das vezes, diminui ainda mais a autoconfiança. Acabamos focando no passado e perdendo um tempo precioso. Por isso, a minha dica é: não se sabote! Busque desenvolver a habilidade de transformar rapidamente a palavra “culpa” em “aprendizado”, construindo uma visão de futuro focada na solução. 

Luciana Carreteiro — Coach especialista em desenvolvimento de alta performance para liderança e fundadora da Kyma Coaching, empresa que apoia executivos e empresas a potencializarem suas competências.

fonte:
http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/como-as-mulheres-podem-aprender-com-os-erros-no-mundo-corporativo/127900/

3 dicas para ter mais determinação na carreira

3 dicas para ter mais determinação na carreira

Ficar forte no pensamento é um escudo contra esse instinto habitual que poderia se transformar em fracasso se não tratada

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A determinação gera um impacto muito grande na vida das pessoas e, no âmbito profissional, ela não é diferente. Se você quer se tornar um profissional de sucesso, você precisa desenvolver e aumentar essa característica peculiar de profissionais bem-sucedidos.

Por meio dela, aquele sonho tão almejado floresce e opera em seu ser a mobilização para fazer algo a fim de concretizá-lo. É a determinação que fará com que suas metas sejam alcançadas. E para você ser um profissional de sucesso constante, ela sempre deve prevalecer em seu caminhar.

No entanto, na maioria das vezes, as dificuldades e barreiras no seu caminho para se tornar essa pessoa ou para alcançar um objetivo, podem abafar essa energia poderosa. E então, somente a determinação será capaz de te impulsionar a agir e não desistir, embora as condições pareçam não ser tão favoráveis.

Então pergunte-se: estou sem determinação? O que posso fazer quando já não se tem certeza do que quero? Como ser um profissional mais determinado? Como trabalhar essa característica?

Provavelmente, você, em algumas circunstâncias, se encontra em forças, querendo largar tudo que até agora conquistou, porque o desânimo passa a fazer morada a cada dia.

Você já teve vontade de deixar a carreira? Se a resposta for sim, vou te a encontrar a determinação que precisa. Ela pode ser incutida dentro de você e ser trabalhada continuamente.

Que tal começar agora? Revolucione a si mesmo e traga à mudança ao seu grupo, ao seu redor, ao mundo!

1 – Recorde e lembre!

Quando você usa o poder da visualização de um projeto que está construindo em sua carreira em sua mente, como uma meditação profunda, tome alguns momentos e escreva uma rápida declaração. Não precisa ser algo muito elaborado, utilize uma frase curta que descreva o seu objetivo.

Após isso, lembre-se de recitá-lo quando você precisar, naquele momento em que se encontra enfraquecido e desmotivado. Pense em força, assim, criará determinação!

Para te ajudar a criar essa determinação em sua carreira e vida de modo geral, você precisa: lembrar do por que, das razões, dos resultados, das consequências, das opiniões e de quem você é.

2 – Frases para refletir sobre determinação

As frases influenciam bastante para incutir princípios em seu ser. Por isso, aplique realmente como um mantra em seu dia a dia. Use uma frase pela manhã até à noite e se deixe ser impactado com seus ensinos. 

Extraia tudo o que puder de cada uma delas! Se preferir, anote no local que costuma trabalhar ou passar um bom tempo.

Muitas vezes, uma pequena frase no dia, pode mudar o seu ânimo te fazendo lembrar dos seus objetivos. Por isso, escolha uma por dia e decore! Leve com você aonde for!

1 – “Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez” – Jean Cocteau

2 – “Uma vez que uma pessoa esteja determinada em se ajudar, não há nada que possa detê-la”- Nelson Mandela

3 – “Talento é dom, é graça. E sucesso nada tem a ver com sorte, mas com determinação e trabalho”- Augusto Branco

4 – “As invenções são, sobretudo, o resultado de um trabalho teimoso” – Santos Dumont

5 – “Eu sei o preço do sucesso: dedicação, trabalho duro, e uma incessante devoção às coisas que você quer ver acontecer” – Frank Lloyd Wright

6 – “Concentre todos seus pensamentos na tarefa que está realizando. Os raios de sol não queimam até que sejam colocados em foco” – Alexander Graham Bell

7 – “Desistir… eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério; é que tem mais chão nos meus olhos do que o cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos, do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça” – Cora Coralina

3 – Escape do medo, incerteza e dúvida

Assim que você sentir que o medo, a incerteza e a dúvida estão se aproximando, encontre um amigo, seu mentor ou coach e de forma rápida partilhe as suas preocupações.

Você vai se surpreender com as palavras que outro ser lhe dará e também com o efeito dessa atitude tão natural como forma de escape. Muitas vezes, ouvir a palavra de incentivo de outra pessoa fará passar essa sua fragilidade.

O escape do medo, da incerteza e da dúvida é uma ordem de pensamento natural quando você se encontra em algo interessante, que oferece benefícios, oportunidades ou recompensas quando as causas prováveis são o tédio ou o pensamento estático.

Ficar forte no pensamento é um escudo contra esse instinto habitual que poderia se transformar em fracasso se não tratada. Por isso, faça sempre que for necessário ao se encontrar nessa situação.

Wilton Neto — Máster coach trainer, palestrante e mentor da área de desenvolvimento humano.

fonte:
http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/3-dicas-para-ter-mais-determinacao-na-carreira/127908/

Por que autoconhecimento é importante para liderar?

Por que autoconhecimento é importante para liderar?

Uma líder precisa se apropriar dos seus talentos e saber direcioná-los para a superação de seus medos e limitações

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Quando falamos em liderança feminina, automaticamente precisamos falar sobre autoconhecimento. Nós acreditamos fortemente que para fazer a diferença no desenvolvimento de mulheres esse é um tema muito importante a ser tratado. O autoconhecimento é a chave para a autoconfiança, sendo hoje uma das habilidades mais valorizadas por líderes da Fortune 500.

Uma líder precisa se apropriar dos seus talentos e saber direcioná-los para a superação de seus medos e limitações, garantindo as ações certas e consistentes para alcançar o seu futuro desejado.

Em 2017, segundo uma pesquisa realizada pela Grant Thornton, apenas 25% dos cargos executivos foram ocupados por mulheres em empresas no mundo inteiro. No Brasil, mais da metade das empresas não possuem nenhuma mulher, sequer, em cargos de liderança e esse número vem se agravando a cada ano.

Para ocorrer uma mudança, acreditamos em três forças que estão representadas nesse gráfico abaixo:

A Força Externa está atrelada às iniciativas em políticas públicas e de instituições, que visam alertar e sensibilizar a sociedade e empresas para se conscientizarem e agirem em direção da equidade e dos seus benefícios sociais e econômicos, como a ONU Mulheres, o Pacto Global da ONU, o Fórum Econômico Mundial, o Instituto Ethos e tantas outras organizações que reúnem indicadores e ações importantes que merecem atenção, como a aprovação de cotas para mulheres em Conselhos de Administração nas empresas.

A Força Estratégica da Cultura da Empresa está relacionada à alta liderança das empresas estarem cientes de suas responsabilidades enquanto protagonistas no desenvolvimento econômico e social do país, bem como ter ações que busquem a equidade de gênero em suas lideranças como os Princípios de Empoderamento da Mulher (WEP’s), promovido pela ONU Mulheres para que mulheres e homens possam ter os mesmos benefícios e condições de trabalho, possuindo voz igual nas decisões.

E, por último, está a força interna que está atrelada ao protagonismo de cada mulher em ter clareza de suas potencialidades e usá-las de forma estratégica para ascender na carreira, nos negócios e na sociedade.

Ou seja, mulheres, você é uma das forças, então imagino que esteja se perguntando como você pode fazer parte dessa mudança, certo? A resposta é: desenvolva seu poder pessoal tendo clareza das suas potencialidades, do seu senso de merecimento, aprendendo a influenciar o ambiente de forma estratégica. O próximo passo é você replicar para a sua equipe ou meio o aprendizado. Você é o maior exemplo das mudanças que pretende ver no seu meio e ela não tem a ver com cargo, mas com protagonismo e visão de onde se quer chegar.

Ter consciência de seus valores, honrar e respeitar a sua história, é um passo crucial para ser uma líder de sucesso. 

Amanda Gomes e Carine Roos — Cofundadoras da ELAS

fonte:
http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/por-que-autoconhecimento-e-importante-para-liderar/127920/

Que história você está escrevendo em sua carreira?

Que história você está escrevendo em sua carreira?

Não são as oportunidades que lhe dão que constroem sua história, mas sim as suas ações para criar e aproveitar oportunidades

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Ministrei um workshop de dois dias no último final de semana. Dentre os participantes, havia uma pessoa que me intrigava pela contundência de suas contribuições. Ora polêmicas, ora muito pertinentes. Em determinado momento em que falávamos de carreira, ele disse “todos temos a oportunidade de escrever nossa história na empresa…”. E, isso ficou passando pela minha cabeça em looping. Saí do curso pensando em várias coisas, dentre elas, o que significa escrever sua história? Como fazem as pessoas que conseguiram escrever sua história? Conheço várias que o fizeram. O que elas têm em comum?

A resposta que encontrei não foi surpreendente. Todas têm enorme prazer em seu trabalho e, por isso, dedicam-se a realiza-lo da melhor forma possível. Também, tem grande interesse em suas carreiras, o que os faz se ocuparem em construir uma boa reputação. Essas duas coisas, para mim fazem todo sentido e, por isso, quis compartilhar com você. A primeira delas, consiste em ter boas ações, atitudes que ajudem as pessoas em seu trabalho a encontrarem solução para problemas, ou a facilitarem a realização de processos complexos. A segunda, diz respeito a ajudar as pessoas a falarem bem de você. Sim, é importante que as pessoas pelas quais você passa em sua carreira, tenham coisas boas para falar a seu respeito. Isso, porque não é você quem fala de sua reputação ou do quanto você é bom no que faz. São as pessoas que comentam. Avalie, seu interesse em conhecer uma pessoa, em geral, vem do que você ouve falar sobre ela ou do que você a viu fazer. Dificilmente, virá de ouvi-la, pessoalmente, contando como é boa e fez o bem por onde passou. Pelo contrário, esse tipo de atitude tende e gerar desconforto, desconfiança e rejeição (quem gosta de ouvir alguém contando vantagens!?).

O que você tem feito para escrever sua história na empresa em que trabalha? Ou melhor, o que tem feito para escrever sua história ao longo de sua carreira?

Não são as oportunidades que lhe dão que constroem sua história, mas sim as suas ações para criar e aproveitar oportunidades. O mercado de trabalho atual anda bastante seletivo e busca pelos profissionais que estejam dispostos a fazerem a diferença. Tem se tornado cada vez mais difícil a recolocação de profissionais que, não tendo foco em carreira, fazem o estritamente necessário. Entenda, não ter foco em carreira não é crime. Mas, não se atualizar constantemente sobre sua área de atuação, parar de estudar, não buscar saber em que mais pode ser útil além da atividade para a qual é pago, pode representar sua morte profissional.

E, para que tudo isso não pareça um tremendo fardo, busque identificar se sua área atual é uma fonte de prazer e satisfação para você. Se a resposta for positiva, vá entender como pode ser melhor, mais preparado e útil naquilo que faz. Mas, se a resposta for negativa, busque saber o que agrada você de verdade. Qualquer momento da vida é momento de trocar de atividade e iniciar uma nova carreira. Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, tornou-se comum fazer transição de carreira aos 40 e até com mais de 50 anos. Não hesite.

Quem constrói uma carreira de realizações escreve uma boa história. Mas quem passa pela vida profissional sem se preocupar em fazer a diferença pode escrever uma história ruim ou, nem sequer ter sua história lembrada por quem fica. Pense nisso, e pegue já a caneta e o papel para começar a escrever a sua.

Sérgio David — Psicólogo e especialista em comportamento humano nas empresas. Desde 2001 atuando em desenvolvimento organizacional e de pessoas.

fonte:
http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/que-historia-voce-esta-escrevendo-em-sua-carreira/127918/

Liderança feminina: conheça 8 mulheres que se destacaram como líderes

Liderança feminina: conheça 8 mulheres que se destacaram como líderes

No mundo, elas ocupam cerca de 24% dos cargos mais altos, segundo a consultoria Grant Thornton

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De acordo com a pesquisa Panorama Mulher, realizada pela empresa de recrutamento Talenses, apenas 18% das empresas brasileiras são comandadas por mulheres. Mesmo sendo um número baixo, a liderança feminina tem crescido nos últimos anos, acompanhando uma tendência mundial. 

De fato, a consultoria Grant Thornton aponta que no mundo, elas ocupam cerca de 24% dos cargos mais altos. Muitas dessas mulheres, inclusive, tornaram-se conhecidas pela capacidade de gestão e inovação em diversas áreas. 

Do setor de tecnologia à política, algumas mulheres servem de verdadeiro exemplo de superação e quebra de barreiras. 

1. MARY BARRA, CEO DA GENERAL MOTORS

Há mais de 4 anos, a administradora Mary Barra aceitou o desafio de ser a primeira mulher a liderar uma montadora de automóveis. Se não bastasse estar num universo tradicionalmente masculino, ela ainda conseguiu recuperar a empresa após um recall de 30 milhões de veículos. 

Não foi por acaso que ela chegou ao cargo de direção da GM. Mary está na empresa há 36 anos, com uma carreira sólida e bons resultados. Entre eles, está o trabalho de melhorar as vendas internas nos EUA e com um bom crescimento nos mercados europeu e chinês. Mas não pense que a executiva se conformou com o topo: ela planeja desenvolver pesquisas de veículos mais sustentáveis, entre outras inovações.

2. SHERYL SANDBERG, COO DO FACEBOOK

Sandberg não se destaca apenas por ser a diretora de operações (Chief Operating Officer) de umas das maiores empresas globais. Ela também representa a organização na luta pela igualdade de gênero no ambiente de trabalho. 

Em 2015, por exemplo, ela doou 31 milhões de dólares em ações do Facebook a instituições sem fins lucrativos que lutam pelo empoderamento feminino. Também viaja pelo mundo todo advogando pelos direitos das mulheres. 

3. PAULA PASCHOAL, CEO DO PAYPAL NO BRASIL

Depois de 7 anos trabalhando na empresa de pagamentos online PayPal, Paula Paschoal foi chamada para assumir a direção da organização. Isso depois de passar pelo maior desafio na vida de muitas mulheres: ser mãe.

Logo em um momento de expansão das operações do PayPal em 2014, ela ficou grávida. No entanto, em vez de ser prejudicada na carreira, como acontece com muitas mulheres, ela foi promovida logo que voltou da licença maternidade. Uma demonstração de que é possível sim conciliar o sucesso profissional com a vida pessoal ? basta a boa vontade das empresas. 

4. PAULA BELLIZIA, CEO DA MICROSOFT BRASIL

Você deve conhecer bem a Microsoft, uma das maiores empresas do mundo. No entanto, precisa saber também quem é Paula Bellizia, brasileira que se destaca como liderança feminina na área de tecnologia. Depois de 10 anos de carreira como executiva na Microsoft e outros 2 na Apple, ela foi escolhida para liderar a Microsoft Brasil. 

Mas não é só na tecnologia que ela se sobressai. Paula também coordena ações dentro da companhia voltadas para a maior diversidade no meio corporativo e a participação das mulheres no meio. Um exemplo é a campanha #MeninasPodemProgramar, que incentiva a presença feminina em áreas científicas e tecnológicas.

5. NADINE GASMAN, REPRESENTANTE DA ONU MULHERES NO BRASIL

A médica Nadine Gasman é mestre em saúde pública pela Universidade de Harvard. Também é doutora em gerenciamento de políticas públicas pela Universidade Johns Hopkins. Com um currículo recheado de importantes trabalhos pelo mundo, a mexicana se destaca como uma importante liderança feminina.

Agora ela chefia a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) no Brasil. A organização é uma divisão voltada para promover a igualdade de gênero, o fim da violência doméstica e outros problemas que afetam tantas mulheres brasileiras. 

6. CHIEKO AOKI, FUNDADORA E PRESIDENTE DA BLUE TREE HOTELS

Praticamente uma cidadã do mundo, Chieko Aoki nasceu no Japão, foi naturalizada brasileira, é formada pela Universidade de São Paulo (USP), mas se especializou na área hoteleira nos Estados Unidos. É fundadora da rede de hotéis Blue Tree Hotels, que também inclui restaurantes e um serviço de buffet para grandes eventos. 

Além disso, Chieko ainda encontra tempo para participar do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), do LIDEM (Lide Mulher), da Academia Brasileira de Eventos e do Conselho de Empresários da América Latina (Ceal). Só mesmo um grande exemplo de liderança feminina para dar conta de tanto trabalho, não é mesmo? 

7. BELINDA JOHNSON, COO DA AIRBNB

A Airbnb é considerada hoje uma das empresas mais inovadoras do mundo, principalmente na área de turismo e hotelaria. E boa parte desse reconhecimento se deve ao trabalho da diretora de operações Belinda Johnson. Quando entrou na organização, em 2011, teve que lidar com diversas batalhas legais, em grande parte por processos de hotéis e outros negócios mais tradicionais. 

O esforço valeu a pena. O serviço online de hospedagens era, então, avaliado em 1 bilhão de dólares. Agora, tem um valor de mercado de mais de 30 bilhões, com mais de 5 bilhões em patrimônio.

8. ANGELA MERKEL, CHANCELER ALEMÃ

Para terminar a nossa lista, trazemos a mulher que pode ser considerada a mais poderosa da atualidade. Afinal, Angela Merkel lidera a Alemanha, maior economia europeia e uma das maiores do mundo, desde 2006. É a primeira chanceler alemã, cargo mais alto do governo do país. 

Mesmo tendo sido reeleita duas vezes, não pense que a trajetória dela tem sido fácil ? Merkel diariamente enfrenta desafios internos e externos. De qualquer forma, com pacotes de subsídios e estímulos econômicos, conseguiu retirar a Alemanha de uma longa recessão e superar a crise de 2008, fazendo com que o superavit passasse de mais de 12 bilhões de euros.

Todos esses exemplos de liderança feminina mostram que é possível fazer sucesso na carreira profissional, ainda que o caminho para isso seja um grande desafio. As mulheres estão conquistando cada vez mais espaço no meio corporativo, mas ainda existem muitos entraves a serem superados. De qualquer forma, que essas histórias sirvam de inspiração para que você persista nos seus sonhos.

Luciana Gallo — Diretora financeira da Cesta Nobre.

fonte:
http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/lideranca-feminina-conheca-8-mulheres-que-se-destacaram-como-lideres/127945/

O desafio da produtividade

O desafio da produtividade

Para as empresas brasileiras melhorarem o índice de produtividade de seus colaboradores, é preciso investir em treinamento contínuo e tecnologia

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Como ser mais produtivo? Como inspirar a produtividade de uma equipe? Essas são perguntas recorrentes que se tornam mais patentes em períodos de desaceleração econômica. Principalmente para os brasileiros, já que nossa produtividade é considerada baixa: produzimos apenas ¼ do que um trabalhador nos Estados Unidos ou, em média, US$ 16,80 por hora, o que o coloca na 50ª posição em uma lista que inclui 68 países (dados da consultoria internacional Conference Board e da Fundação Getúlio Vargas respectivamente).

A quantidade de feriados atrapalha nossa produtividade?

Em uma análise mais rasa, podemos pensar: “mas também, com todos os feriados e emendas de feriados que temos no Brasil, fica difícil de produzir”. Qual não foi minha surpresa, quando descobri que, na Alemanha, país modelo em produtividade e o quinto desse ranking (FGV), os empregados são quase quatro vezes mais produtivos do que os brasileiros (produzem US$ 64,40/hora), e trabalham, em média, 340 horas menos por ano que o trabalhador no Brasil. Repito: 340 horas a MENOS!

Comunicação é tudo!

Como gestor, acredito que, para as empresas brasileiras melhorarem o índice de produtividade de seus colaboradores, é preciso investir em treinamento contínuo e tecnologia. Há muitos procedimentos em que as equipes agem como ilhas, onde cada uma trabalha em seus sistemas de informação e têm processos alinhados com as suas necessidades. Muitas vezes, falta integração para que o trabalho em equipe não se resuma a apenas um setor específico, mas seja aplicado na empresa como um todo.

Por isso, a adoção de ferramentas de gestão para todos os departamentos apoiadores dos processos secundários, como Recursos Humanos, Financeiro e Facilities, pode ajudar na melhoria da produtividade. Elas integram os serviços, além de desburocratizar processos e manter um padrão a ser seguido por todos.

Quem nunca começou em um novo emprego, mas teve que aguardar dias, semanas ou até meses para receber todo o equipamento, acessos e treinamento para poder ser 100% produtivo? Isso pode ser evitado com a melhoraria da comunicação entre os departamentos por meio de um sistema único de Gestão de Serviços, que seja capaz de facilitar a entrega de tudo o que for necessário no primeiro dia, mantendo todos os envolvidos alinhados sobre o andamento de cada caso.

Desburocratização

Outro fator que resulta em baixa produtividade está, em muitos casos, na falta de confiança que gera a burocracia. Tudo precisa estar documentado, assinado e carimbado, de preferência por vários setores, para poder ir em frente, fazendo com que um colaborador controle o trabalho do outro para evitar erros.

Também neste caso, um canal único de atendimento pode ser um aliado, pois faz com que o profissional não precise acionar cada departamento. Uma vez realizada uma solicitação, o procedimento é igual independentemente da equipe de apoio. Além de transpor a burocracia, pode ajudar na melhora da satisfação do colaborador, principalmente se o sistema oferece uma base de conhecimento de qualidade sobre todos os departamentos.

Mudança de Mindset

A melhora na eficiência do profissional brasileiro ainda é um desafio. É preciso, inclusive, mudar a cultura de hierarquia das empresas e integrar departamentos para reduzir o tempo de tomada de decisão. Tudo isso tem potencial para impactar positivamente na produtividade e, consequentemente, nos resultados das companhias.

É normal que pessoas sejam resistentes às mudanças que as tirem da zona de conforto, mas através de um bom processo que una tecnologia, métodos e pessoas é possível tornar essa jornada mais natural. A aceitação é ainda maior quando os resultados aparecem, uma vez que todos gostariam de ser mais produtivos seja para evoluir profissionalmente ou para chegar mais cedo em casa.

Tiago Krommendijk — Diretor de operações da TOPdesk Brasil, encarregado por alinhar estratégias de expansão e investimento da companhia, além de parcerias com outras sedes da TOPdesk ao redor do mundo. Formado em sociologia pela Wageningen University & Research, na Holanda, atua pela empresa desde 2007 e foi o responsável por sua idealização no Brasil em 2013. Fez parte de companhias como TAM e CPT (Organização Não Governamental).

fonte:
http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/o-desafio-da-produtividade/127949/